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Notícias da Fenae

12.08.2019
Mulheres se unem em Brasília na luta por direitos e contra os retrocessos

As mulheres estão em evidência essa semana em Brasília (DF). A Marcha das Margaridas, maior mobilização de mulheres rurais da América Latina, começa nesta terça-feira e busca reunir mais de 100 mil pessoas em defesa das mulheres trabalhadores, da soberania e da democracia. Além delas, pela primeira vez a capital federal recebe lideranças e mulheres indígenas de todo país para a 1ª edição da Marcha das Mulheres Indígenas. Pautas como violência contra a mulher, justiça social e igualdade se unem e somam forças para a luta contra o retrocesso do país.

Neste ano, a Marcha das Margaridas tem como lema Margaridas na luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência. A marcha reúne as trabalhadoras a cada quatro anos, desde os anos 2000, sempre em Brasília, para lutar por direitos e denunciar retrocessos. O encontro acontece nesta terça (13) e quarta (14).

Segundo a coordenadora-geral da Marcha 2019, Maria José Morais Costa, a Mazé, para as Margaridas, marchar em Brasília reúne grande valor político e simbólico. Em marcha, fazem ecoar a importância do trabalho exercido pelas mulheres, ainda invisibilizado, e afirmam a necessidade de um país que assegure ao seu povo direitos capazes de promover justiça social e igualdade, principalmente às mulheres e às populações negras, que vivem de forma mais intensa os efeitos das desigualdades, da fome e da violência.

A grande inspiração para a marcha foi a trabalhadora rural Margarida Maria Alves. Nordestina, ela ocupou por 12 anos a presidência do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba, rompendo com o padrão machista da época. Margarida lutava e incentivava suas companheiras a lutar pelo direito à terra, pela reforma agrária e pela educação. Foi assim que ela fundou o Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural. Em 12 de agosto de 1983, aos 40 anos, Margarida foi assassinada por pistoleiros na porta de casa. Armados com calibre 12, atiraram em seu rosto na frente de seu filho e marido.

Primeira marcha das Mulheres Indígenas

As mulheres indígenas também estão reunidas em busca de mais visibilidade para os povos indígenas e contra os retrocessos que vêm arruinando a vida daqueles que estão nas florestas. O encontro que começou no dia 9 de agosto vai até a próxima quarta-feira, debatendo assuntos como a questão da demarcação da terra indígena, acesso a saúde, educação escolar diferenciada, os altos índices de suicídio entre indígenas, a violência contra as mulheres e a intervenção do Estado brasileiro.

Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a marcha é uma conquista de muitas mulheres, pertencentes a diversos povos que lutam diariamente a fim de dar visibilidade e voz para as suas causas próprias. O encontro é fruto de uma extensa luta por reconhecimento, espaço dentro dos movimentos indígenas e também perante a sociedade brasileira.

Programação:

6ª Marcha das Margaridas

Data: 13 e 14 de agosto de 2019
Local: Dia 13/08, no Pavilhão do Parque da Cidade, Brasília/DF
            Dia 14/08, concentração às 6h para a saída da Marcha em direção ao Congresso Nacional.

A capital federal recebe a primeira Marcha das Mulheres Indígenas e mais uma edição da Marcha das Margaridas
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